Finep Cancela Projeto de Lançador de Satélites por Irregularidades na Akaer em São José dos Campos
Cancelamento de projeto de satélite em São José dos Campos, envolvendo a Akaer e outras startups, ocorre após descobertas de irregularidades financeiras, afetando expectativas econômicas e resultando em demissões.
11 de fevereiro de 2026 às 20:00

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS — A Finep, agência governamental brasileira de fomento à pesquisa, decidiu cancelar um projeto ambicioso destinado à produção de um veículo lançador de satélites de pequeno porte, orçado em R$ 180 milhões. A decisão foi baseada na identificação de irregularidades na prestação de contas relacionadas a R$ 24,5 milhões, parte da verba pública repassada à empresa Akaer, sediada em São José dos Campos.
A Akaer, reconhecida por sua competência no setor aeroespacial, liderava o consórcio de empresas encarregadas da construção do foguete, considerado um objetivo estratégico para o programa espacial brasileiro. O cancelamento do projeto foi detalhado por Caio Possati, do Estadão Conteúdo, após informações do blog Brazilian Space.
A Akaer declarou estar impedida de fornecer mais detalhes devido à classificação de segurança nacional associada à construção do foguete. A empresa ressaltou que suas ações foram conduzidas de acordo com o contrato e guiadas por princípios de responsabilidade e ética.
O programa, conhecido como Montenegro, teve início em dezembro de 2023, com previsão de conclusão para o final deste ano. Entretanto, em agosto de 2025, a Finep suspendeu o progresso do projeto após identificar problemas na gestão dos recursos. A falta de explicações satisfatórias levou a Finep a rescindir o contrato e requerer a devolução de todos os valores pagos, que totalizam R$ 41,3 milhões. A agência justificou o cancelamento pela "dificuldade da empresa na gestão administrativo-financeira dos recursos desembolsados".
O consórcio liderado pela Akaer também incluía as startups Acrux Aerospace, Breng Engenharia e Tecnologia e Essado de Morais. Oswaldo Loureda, fundador da Acrux, relatou ao Estadão Conteúdo dificuldades na cooperação com a Akaer, mencionando que a empresa não comunicou a transferência dos R$ 41,3 milhões, fato que as startups apenas descobriram informalmente.
O cancelamento do projeto não somente frustra a expectativa de construção do foguete, mas também acarreta consequências econômicas para as startups envolvidas. Em decorrência, mais de 40 funcionários e bolsistas pesquisadores necessitaram ser desligados, após terem sido treinados especificamente para o projeto.
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