Diferença de Preços de Materiais Escolares Chega a 236% em São José dos Campos, Aponta Procon-SP
Levantamento do Procon-SP revela até 236% de variação nos preços de materiais escolares em São José dos Campos, impactando o orçamento familiar no retorno às aulas. Relatório completo oferece orientações para economizar.
3 de janeiro de 2026 às 14:00
Um levantamento anual realizado pelo Procon-SP revelou variações significativas nos preços de materiais escolares em São José dos Campos. Conduzida em dezembro, a pesquisa destacou uma diferença de até 236% no valor cobrado por itens iguais entre diferentes estabelecimentos da cidade. Tal disparidade gera um impacto substancial no orçamento das famílias no período de retorno às aulas.
A pesquisa identificou que a lapiseira Trix 2.0mm, da marca CIS/Sertic, era vendida por R$ 14,30 em uma loja, enquanto em outra custava R$ 4,25, evidenciando a variação mencionada. Embora possam parecer itens de baixo custo, o Procon-SP alerta que os preços, quando somados, podem aumentar significativamente o total da lista de materiais escolares.
Dos 101 itens examinados, 39 apresentaram variação superior a 50% nas etiquetas de preços, dependendo do ponto de venda. Este dado reforça a importância de uma pesquisa cuidadosa antes das compras e da reutilização de materiais que ainda estão em boas condições.
Com o propósito de auxiliar os consumidores, o Procon-SP oferece uma visão abrangente dos preços médios, mínimos e máximos praticados, além de promover compras mais conscientes por meio do relatório completo da pesquisa, disponível no site oficial do órgão.
Metodologia da Pesquisa
A análise de preços foi executada por especialistas do núcleo regional do Procon-SP em São José dos Campos e incluiu diversos materiais escolares como apontadores, borrachas, cadernos, canetas, e mais, totalizando 101 produtos comparados em oito estabelecimentos da cidade nos dias 15 e 16 de dezembro.
Recomendações Para Economizar
O Procon-SP recomenda que os consumidores verifiquem os materiais já disponíveis em casa antes da compra e considerem a troca de livros didáticos entre estudantes como meio de economia. Organizar compras coletivas também pode resultar em descontos significativos. Além disso, é crucial verificar se há variação nos preços em função do método de pagamento, entre dinheiro, Pix, débito ou crédito.
O órgão lembra ainda que, conforme a Lei nº 12.886/2013, as escolas não podem exigir a aquisição de materiais para uso coletivo, como itens de escritório, higiene ou limpeza.
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