Estado de São Paulo emite alerta para vacinação contra sarampo na temporada de cruzeiros
Aumento do risco de sarampo em cruzeiros levou a Estado de São Paulo a intensificar recomendações de vacinação e vigilância sanitária durante temporada marcada por alto fluxo de turistas.
27 de dezembro de 2025 às 20:00

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta direcionado às unidades de saúde, autoridades portuárias e viajantes devido ao aumento do risco de reintrodução do sarampo no estado durante a temporada de cruzeiros 2025/2026. O comunicado considera o aumento da circulação internacional do vírus e o significativo fluxo de turistas estrangeiros no litoral paulista.
A temporada de cruzeiros, que teve início em 26 de outubro de 2025 e está prevista para terminar em 19 de abril de 2026, deverá movimentar mais de 670 mil passageiros, segundo dados da CLIA Brasil. A grande concentração de passageiros em ambientes fechados, como os navios, favorece a transmissão do vírus, o que preocupa as autoridades de saúde.
Embora o Brasil tenha reconquistado em 2024 a certificação de eliminação do sarampo, o cenário de 2025 levanta preocupações. Até dezembro deste ano, o Brasil registrou 38 casos importados ou relacionados à importação do vírus, com dois casos confirmados no estado de São Paulo. A existência de surtos ativos em várias regiões do mundo reforça a necessidade de vigilância contínua.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, cujos sintomas comuns incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e erupções cutâneas. Diante do risco iminente, a SES-SP recomenda que os viajantes verifiquem suas cadernetas de vacinação e completem o esquema vacinal da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) com pelo menos 15 dias de antecedência à viagem.
Adicionalmente, a orientação da Secretaria reforça práticas de higiene como cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, higienizar as mãos, evitar compartilhar objetos pessoais, manter ambientes arejados e evitar contato próximo com pessoas sintomáticas.
Caso os viajantes apresentem febre e erupções cutâneas acompanhadas de sintomas respiratórios até 30 dias após a viagem, devem procurar assistência médica, informar seu histórico de deslocamento e evitar locais públicos.
Para os profissionais de saúde, a obrigação é clara: o sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata, e casos suspeitos devem ser comunicados à vigilância epidemiológica em até 24 horas, possibilitando a implementação rápida de medidas de contenção.
A SES-SP continua a trabalhar em colaboração com municípios e autoridades sanitárias para prevenir a reintrodução da doença e garantir a proteção da população do estado.
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