Projeto de Hotel de Luxo em Fazenda Histórica de São José do Barreiro Enfrenta Oposição
Concessão para hotel de luxo em fazenda histórica de São José do Barreiro gera controvérsias entre moradores; projeto pode impactar patrimônio histórico e ecossistema local.
17 de janeiro de 2026 às 07:30

Um projeto de concessão do governo federal pode transformar a histórica Fazenda Pau D’Alho, localizada em São José do Barreiro, interior de São Paulo, em um hotel de luxo. A proposta inclui a construção de um empreendimento com 60 quartos e diárias estimadas em R$ 1,6 mil. A fazenda, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1968, será restaurada e expandida fora da área protegida. O plano está em consulta pública até 6 de fevereiro, e a concessão, segundo o Ministério do Turismo, deve se estender por 45 anos. A proposta enfrenta resistência de moradores locais. Segundo Junior Meireles, presidente do Instituto Pau D’Alho, a magnitude do projeto é incompatível com a infraestrutura do município, que possui apenas 3.853 habitantes, podendo impactar negativamente o patrimônio histórico e o meio ambiente. "É um fluxo que a região não comporta", alerta Meireles, destacando preocupações relacionadas a impactos ambientais e socioculturais. O projeto pretende minimizar interferências na área tombada, mas inclui intervenções para acesso. Além de criticar o projeto como historicamente insensível devido ao passado escravagista da área, os moradores defendem que o local continue sendo um espaço de visitação histórico-cultural, em vez de um destino de turismo de massa. Eles temem que a área não consiga absorver o volume de turistas previsto. O governo planeja um contrato que abrange R$ 63,1 milhões em investimentos, com a maioria destinada à construção do hotel fora da área tombada. O projeto é parte do Programa Revive, inspirado em um modelo de Portugal para a recuperação de imóveis históricos por parcerias privadas. O Ministério do Turismo não respondeu aos questionamentos dos moradores e especialistas até o fechamento deste artigo. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela assessoria técnica, projeta receitas anuais de R$ 34,5 milhões até o décimo ano da concessão. A antiga senzala da fazenda está prevista para uso educativo, mantendo viva a memória da escravidão.
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